Buscapé

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Diversidade étnica


   Deus assume a condição humana por meio da encarnação de seu Filho Jesus na realidade sócio-cultural do Médio Oriente. Jesus transmite a sua mensagem do Reino de Deus dentro da cultura judaica e na linguagem das pessoas de seu tempo (aramaico, hebraico). A Bíblia é, por excelência, a palavra de Deus na linguagem humana.
Ao longo dos séculos a tradição cristã teve, muitas vezes, uma relação bastante tensa com as culturas. O cristianismo chega a ser acusado de ser protagonista na destruição de culturas. No entanto, a fé cristã também se adaptou a elas, assimilou as línguas dos povos e traduziu a mensagem evangélica para dentro de sua realidade.

As comunidades da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil tiveram ao longo de parte significativa de sua história uma estreita vinculação com a cultura germânica. A partir da Segunda Guerra Mundial elas passaram por um processo de abrasileiramento. Até os anos sessenta do século XX era comum o fenômeno do bilingüismo.

Na medida em que a Igreja se estruturava nacionalmente, ela estabeleceu vínculos com comunidades étnicas que professavam(professam) a fé evangélica luterana (húngaros, letos, estonianos, escandinavos, japoneses).

Por sua vez a Igreja encarou outros desafios: desenvolver um trabalho junto aos povos originários(indígenas) do Brasil e estabelecer um diálogo com a cultura afro-brasileira.
Persiste a atividade pastoral na língua alemã em algumas comunidades, havendo, inclusive, um trabalho especialmente direcionado para estrangeiros de fala alemã. Em algumas localidades tem havido uma valorização da língua pomerana para o trabalho pastoral e comunitário.
Comum a todos estes trabalhos é o princípio de tornar acessível e compreensível a mensagem evangélica na língua em que as pessoas tem uma maior familiaridade, tornando possível a vivência da sua espiritualidade. A preocupação sempre gira em torno do respeito à diversidade de culturas, à quebra de preconceitos e ao esforço de se evitar a formação de guetos

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Fatores emocionais estão intimamente ligados ao grave sobrepeso


 Não foi só a comida e a falta de exercícios físicos que levaram Graça Aparecida Domingos, de 45 anos, a chegar a 178 quilos. Com diabetes e pressão alta, a mulher, que sai de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para ir à capital toda semana em busca de um psicólogo e nutricionista, diz que teve obesidade de grau 3 depois que seu marido assassinou a filha deles, de 1 ano e 3 meses, há 10 anos. "Com esse golpe da vida, não cuidei mais de mim. Tive depressão e descontava tudo na comida. Não tinha controle sobre isso. Só consegui me levantar quando meu ex-marido foi preso, há pouco tempo", revela. A história de Graça é um exemplo do que a medicina já considera como um dos passos no caminho da obesidade: os fatores emocionais.

Sem uma única causa definida, a obesidade é decorrente de questões multifatoriais, ou seja, ela é fruto de várias vertentes que podem estar agindo isoladamente ou em conjunto. Entre elas, está a ingestão aumentada de calorias, diminuição da atividade física, idade, fatores genéticos e emocionais. Mas o psíquico já se tornou para os médicos um dos gatilhos-chave para o excesso de peso.

'Os outros fatores podem ser controláveis se a cabeça estiver bem', comenta o professor do Departamento de Saúde Mental da UFMG e membro da diretoria da Associação Mineira de Psiquiatria, Frederico Garcia (EM / DA Press)
'Os outros fatores podem ser controláveis se a cabeça estiver bem', comenta o professor do Departamento de Saúde Mental da UFMG e membro da diretoria da Associação Mineira de Psiquiatria, Frederico Garcia
"Os outros fatores podem ser controláveis se a cabeça estiver bem. Se não estiver sã, nada resolve. É claro que vai chegar a um ponto em que a pessoa vai precisar de uma cirurgia, mas, se a mente não estiver saudável, mesmo depois de um procedimento cirúrgico, o paciente volta a ganhar peso", comenta o professor do Departamento de Saúde Mental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro da diretoria da Associação Mineira de Psiquiatria Frederico Garcia.

Neste segundo dia da série especial do Estado de Minas “Muito além do peso”, a doença é analisada por especialistas sob o aspecto psicológico dos obesos com o grau mais elevado da doença e, consequentemente, o de maior risco de vida. Como o EM mostrou ontem, muitos mineiros, com diagnóstico para esse nível máximo da enfermidade, têm saído de suas cidades em busca de tratamentos psicológicos e nutricionais, já que dizem não encontrar esse tipo de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) nas localidades onde moram.

Quando atendidos na capital, muitos, inclusive, conseguem emagrecer mais de 30 quilos com ajuda dos profissionais. Por que esse atendimento é tão importante? Em que o tratamento psicológico pode contribuir para a perda de peso? "O que move esse paciente ao alimento não é fome", afirma o médico endocrinologista e doutor em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Rodrigo Lamounier.

Considerando o problema complexo, Lamounier lembra que a genética tem um papel importante nesses casos, mas "não podemos atribuir o aumento no número de pessoas obesas no mundo a esse fator. A carga genética da população demora séculos para mudar, e há 20 anos estamos vendo uma explosão no número de casos de obesidade".

'O que move esse paciente ao alimento não é fome', afirma o médico endocrinologista e doutor em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, Rodrigo Lamounier (Marcos Vieira/EM/D.A Press)
'O que move esse paciente ao alimento não é fome', afirma o médico endocrinologista e doutor em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, Rodrigo Lamounier
Ele ressalta que, muitas vezes, a alimentação tem mais a ver com a questão de preenchimento de outras coisas que não são a fome. "A pessoa preenche aquela angústia e vazio com a comida. Mas, à medida que vai perdendo o controle, começa a ser rejeitada pela sociedade, é vista como preguiçosa", comenta. Com isso, de acordo com ele, as pessoas que sofrem com a doença acabam se isolando cada vez mais. "É um círculo vicioso. Há a rejeição, surgem os problemas de limitação e outros decorrentes do sobrepeso. E ela desconta nos alimentos", analisa.


"A pessoa preenche aquela angústia e vazio com a comida. Mas, à medida que vai perdendo o controle, começa a ser rejeitada pela sociedade, é vista como preguiçosa" - Rodrigo Lamounier, endocrinologista


Alimentação, sedentarismo e o lado psíquico influenciam
Uma decepção como a de Graça, com a morte de seu bebê, de acordo com o psiquiatra Frederico Garcia, pode ser considerada o transtorno de estresse adaptivo, em que o paciente passa por uma perda e isso o faz comer mais. Ele afirma que são vários os pontos que desencadeiam a obesidade, sendo o primeiro a má alimentação, depois a vida sedentária e o terceiro psíquico. "Há muitas pessoas que sofrem de hiperfagia bulímica, que é a forma patológica de comer. Quando ela tem crises, come sem ter prazer, até chegar a sensação de empazinamento. Ela para de comer e tem mal-estar, e espera ter a sensação de vazio para comer tudo de novo. A outra situação é a depressão e a ansiedade. No caso da primeira, algumas pessoas têm aumento do apetite e, como estão deprimidas e não conseguem sequer se levantar por causa disso, vão se fechando, sem ir a uma academia ou se movimentar. Hoje, para diagnosticar uma depressão, um dos sintomas avaliados é justamente o aumento no apetite", acrescenta Garcia.

No transtorno de ansiedade, segundo o psiquiatra, o paciente tem uma sensação de medo de que algo vai ocorrer de errado. "Muitas vezes, ele tem alteração no apetite e do metabolismo, o que pode causar a obesidade", diz. Por essa quantidade de fatores psíquicos que podem levar a um aumento de peso, Garcia defende que para um tratamento da obesidade, antes de tudo, é preciso discriminar sua causa. "Se for um problema endócrino, como hipotiroidismo, deve ser tratado como tal. Mas, se é uma obesidade secundária, o certo é tratar o transtorno psquiátrico antes da obesidade ou de pensar em cirurgia."

REDES SOCIAIS
Um fenômeno que tem contribuído para melhorar os transtornos psicológicos em obesos com grau 3 da enfermidade é, segundo a psicóloga voluntária no Núcleo Mineiro de Obesidade (Nuobes) Sandra Vaz Lisboa, as redes sociais. "Os obesos já se sentem excluídos da sociedade e encontraram em páginas como Facebook um ‘lugar’ onde podem ser o que querem. Mas há riscos nisso. Há ali muitos grupos de discussões que mostram obesos que emagreceram rápido após a cirurgia, que perderam tantos quilos e outras histórias. Quem não conseguiu o mesmo resultado se sente frustrado e isso é um perigo", comenta a psicóloga.

Sandra morou 13 anos nos Estados Unidos, onde trabalhou com a educação dos pacientes. "Vejo que no Brasil não existe um programa eficiente para a perda do peso. Há medicamentos, atividades físicas e nutricionistas. Mas como fazer isso? Como falar para um obeso sobre isso?", comenta. De acordo com ela, existem estratégias para esse tratamento. "Todos que atendo falam sobre depressão e ansiedade. Eles se sentem excluídos da sociedade, sentem que as pessoas estão rindo deles e, assim, não se sentem à vontade de ir a uma academia ou caminhar nas ruas. E vão se fechando e evitando os amigos, e o que sobra a eles para serem felizes? Comida. A psicologia tem que fazer um caminho de volta para essas pessoas, propor metas e socializar esses pacientes", diz.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Defesa Civil alerta para onda de calor



A Defesa Civil alerta para a intensa onda de calor que atuará nestes últimos dias de janeiro, e ainda no começo de fevereiro, em todo o sul do Brasil.
Esta nova massa de ar quente é mais duradoura que a registrada na última semana, e trará sol entre poucas nuvens e possibilidade de haver as tradicionais pancadas de chuva de verão, no final das tardes.
As temperaturas chegarão facilmente à casa dos 30ºC ainda durante as manhãs, podendo chegar aos 40ºC, e até mais, em algumas regiões do estado, dentre elas o Sul. Com esta temperatura, a sensação térmica pode chegar aos 50ºC em várias cidades catarinenses neste período.
Em vista disso, os índices de radiação ultravioleta alcançam níveis extremos, acima de 11, o que significa risco extremamente prejudicial à pele em caso de exposição ao sol sem proteção.
Evitar o sol aberto entre as 10h e as 16h, procurar sempre estar com bonés, chapéus, óculos escuros e protetor solar são medidas de precaução importantes a serem tomadas.
A Defesa Civil alerta também que é importante que se evite jogar pontas de cigarro acesas em locais perto de mato ou vegetação, madeira, papel ou outro tipo de material de fácil combustão.
Sobre as corriqueiras tempestades que costumam cair nos finais de tarde em períodos de calor intenso, a Defesa Civil recomenda que durante as chuvas as residências permaneçam com suas janelas fechadas. Em caso de se encontrar em locais abertos, e haja a queda de raios, é fundamental procurar um local fechado, se possível. Caso não seja, uma importante medida de proteção é se agachar no chão, com os joelhos dobrados, o que diminui a possibilidade de acidentes com descargas elétricas.
 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

AVIÃO


       História do Avião

Avião
Desde os tempos mais remotos o homem sempre desejou a façanha de poder voar. Diversos estudiosos pensaram, de forma exaustiva, em formas de alcançar esta grande realização. Leonardo da Vinci, por exemplo, desenvolveu um protótipo de um avião no século XV.

Após o homem conseguir voar com uma aeronave mais leve que o ar - os balões - o grande desafio era desenvolver algo mais pesado que o mesmo e que pudesse voar através de meios próprios. Em 1883, John J. Montgomery desenvolveu um planador, porém a invenção era capaz de voar apenas de cima para baixo e somente por meio da força do vento.


O avião propriamente dito surgiu no início dos anos noventa. É aí que entra a maior polêmica dessa história. Quem inventou o avião: os irmãos americanos Wilbur e Orville Wright ou o brasileiro Santos Dummont?


Pode ser novidade para você, mas na maior parte do mundo os créditos de pais da aviação são de Wilbur e Orville Wright, e não de Dummont. Em 1903, eles conseguiram voar em um avião. Porém, aí está o detalhe da polêmica: voaram com o auxílio de uma catapulta, uma espécie de instrumento para se obter impulso. Além disso, não houve testemunhas creditáveis (quatro salva-vidas e um garoto). 


Posteriormente, em 1908, Santos Summont voou com o 14Bis por cima de Paris sem o auxílio de nenhum instrumento, fato que foi oficializado e testemunhado por inúmeros moradores da capital e pela imprensa francesa.


Alguns críticos dizem que pelo fato de a invenção dos americanos voar com o auxílio de catapultas, não se pode considerar que se tratava de um avião, já que o que vale é o fato de a máquina alcançar e manter o vôo próprio.
Para outros, o importante é a capacidade do vôo, visto que caças militares também utilizam catapultas, porém não deixam de ser aviões. Porém neste caso, talvez os especialistas falhem ao esquecer que caças militares utilizam catapultas apenas para reduzir o comprimento da pista utilizada, e também que eles continuam o vôo após a utilização das catapultas, fato que não acontecia com o avião dos irmãos Wright, que era obrigado, após um impulso, a voltar ao chão.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A ORIGEM DO VENTILADOR

 

   
História do ventilador
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      O primeiro ventilador mecânico foi feito por leques presos por uma haste, que se moviam de acordo com as roldanas, por volta de 1880, nos EUA. E em 1882, Philip H. Diehl inventou o ventilador de teto: os primeiros modelos eram feitos com pás de latão, mas não se podia confiar em sua segurança. Porém, com os avanços industriais, o metal pôde ser produzido em série, facilitando a produção, aumentando a qualidade e a segurança.

       No Brasil, somente a partir da década de 70, o ventilador vetoriano ganhou grande popularidade e todas as empresas fabricavam praticamente o mesmo modelo. Mas, com o tempo, novos designs foram sendo desenvolvidos e recentemente o designer brasileiro, Guto Indio da Costa criou o ventilador “Spirit” (inspirado no avião Spirit of Saint Louis). É o modelo mais vendido atualmente, possui apenas duas pás, um design sofisticado, de variadas cores e é 30% mais eficaz do que o ventilador vetoriano.

      A mais recente invenção foi o ventilador sem pás, denominado como “Air Multiplier”, desenvolvido por James Dyson. Seu mecanismo é semelhante aos de motores a jato. Há um anel, por onde passa um fluxo de ar,  que é responsável por impulsionar e multiplicar a força desse fluxo. Uma corrente de ar é formada pela pressão, que puxa o ar da frente e de trás do ventilador. Mas esse novo modelo ainda não chegou ao Brasil.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

COMO REALIZAR UM BANQUETE PARA CASAMENTO


     
Ideias para organizar o banquete do meu casamento
Um casamento é uma comemoração tão especial que é muito importante que os noivos a organizem à sua maneira. Há muitos tipos de casamentos: tradicional, campestre, na praia, informal... Do mesmo modo, o banquete pode ser de diferentes estilos de acordo com o tipo de casamento que você quiser organizar ou com o dinheiro que você queira ou possa gastar. Em umComo.com.br damos 5 ideias para organizar o banquete do seu casamento.

Banquete tradicional de um casamento

O banquete tradicional de um casamento é comemorado em um restaurante e inaugurado com uma taça de boas-vindas. Após esta, faz-se um aperitivo antes de entrar no salão. Este aperitivo costuma ser de pratos frios e quentes. Uma vez acabado o aperitivo, os convidados dirigem-se ao salão em cuja entrada há umas folhas com as pessoas que se sentarão em cada mesa. As mesas costumam estar numeradas e cada lugar terá sido previamente atribuído a cada um dos convidados. No salão, costuma-se servir um primeiro prato, um sorvete e um segundo prato (às vezes um terceiro) e, finalmente, o bolo nupcial.

Banquete de casamento de petiscos e segundo prato

Este banquete é ideal para aqueles que acham que os almoços e/ou jantares dos casamentos são excessivos quanto à quantidade. Consistiria em servir petiscos de pé bastante abundantes. Uma vez finalizado, os convidados seriam levados ao salão e seria servido a eles um sorbet para limpar o paladar. Depois, seria servido a eles um segundo prato de carne ou peixe. Finalmente, seria servido o bolo de casamento.

Banquete tipo bufê de um casamento

Este banquete é perfeito para casamentos celebrados ao ar livre (campo ou praia). Consistiria em um bufê livre que estaria em várias mesas centrais para que todos os convidados pudessem se servir. Ao redor destas mesas se encontrariam as mesas e cadeiras aonde os convidados levariam seus próprios pratos. Além disso, deveria haver uma zona onde os pratos pudessem ser deixados uma vez terminados. Neste tipo de banquete é possível decidir se os assentos dos convidados devem ser marcados ou se lhes será dada a liberdade para sentar onde eles quiserem. Se a segunda opção for a escolhida, será uma maneira de que possam se relacionar com diferentes pessoas e dar ao banquete um toque mais informal.

Banquete de casamento econômico ou low cost

Se você decidiu se casar, mas sua economia não te permite enfrentar a despesa que significa um banquete de casamento, em umComo.com.br damos-lhe outra ideia. Faça um coquetel, um lanche, um aperitivo ou um comida tipo piquenique. Para isso, você deverá deixar bem claro em seus convites que será feito deste modo para não gerar confusões. Também temos uns truques para poupar no banquete do seu casamento.

Banquete de casamento ecológico

Se você optar por um casamento ecológico, o menu do banquete teria que estar elaborado com alimentos locais e procedentes de agricultura orgânica e ecológica. Se você comprar alimentos locais vai ajudar, além do mais, os agricultores e comerciantes da sua zona. Outra ideia para um banquete de casamento ecológico seria comprar fruta que não contenha agrotóxicos nem produtos químicos. Utilize guardanapos de tecido para que possam ser reutilizados. O objetivo de um casamento ecológico é não gerar muito lixo. Você também pode fazer com que os detalhes dos convidados sejam ecológicos.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Crédito imobiliário da Caixa atinge recorde de R$ 134,9 bilhões em 2013 Em 2012, banco havia registrado volume de R$ 106,74 bilhões. Número de contratos cresceu de 1,2 milhão para 1,9 milhão em 2013

Em 2013, a Caixa Econômica Federalregistrou o valor recorde de R$ 134,9 bilhões em contratações referentes a crédito imobiliário, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (27). Em 2012, o volume foi de R$ 106,74 bilhões.
O número de contratos também cresceu, de 1,2 milhão em 2012 para 1,9 milhão, no ano seguinte.
O Minha Casa Minha Vida (MCMV) encerrou o ano com 3 milhões e 240 mil unidades contratadas, desde o lançamento do programa. Deste total, 2 milhões e 240 mil moradias foram pelo MCMV2. Somente em 2013, foram contratadas 900 mil unidades.
“A estabilidade econômica somada ao aumento da renda e melhores condições de financiamento - taxas de juros menores, prazos maiores, além de maior simplicidade operacional - têm permitido um maior acesso ao crédito para compra do imóvel desejado", disse, em nota, o vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte.
 A previsão da instituição financeira é que o crédito imobiliário siga em alta, "devendo ficar entre 10% e 20% maior do que no ano passado".
Segundo a Caixa, do total aplicado em habitação no ano passado, 65% foram destinados à compra de imóveis novos e 35%, de imóveis usados.
A participação da Caixa no mercado financiamento de imóveis ficou em 69% no final de 2013. De acordo com o banco, mais de 35% dos financiamentos foram concedidos a clientes com menos de 30 anos e 45% para a faixa etária de 31 a 45 anos. A inadimplência dos financiamentos imobiliários fechou o ano em 1,47%.
Minha Casa, Minha Vida
Desde quando foi implementado até 2013, o programa Minha Casa Minha Vida registra 3,24 milhões de unidades contratadas.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Wawrinka supera o medo, bate Rafael Nadal e vence o Aberto da Austrália Tenista suíço precisa enfrentar a falta de concentração após a lesão de Rafael Nadal no segundo set para levar o primeiro título de Grand Slam da carreira

Stan Wawrinka entrou em quadra para a final do Aberto da Austrália concentrado, decidido a finalmente vencer o algoz Rafael Nadal. Afinal estava na hora do 8º do mundo acabar com um incômodo tabu. Em 12 jogos contra o espanhol, o suíço não havia ganho sequer um set. E com um jogo sólido e agressivo, um saque forte e preciso, ele parecia estar certo de que a história seria diferente neste domingo. No primeiro set, Wawrinka atropelou o líder do ranking mundial. No segundo, o espanhol sofreu uma lesão nas costas e parecia que iria abandonar a partida. O suíço abria 2 sets a 0 e estava com o título na mão. 
Mas aí, curiosamente, a concentração se perdeu. A confiança deu lugar à dúvida. E um irreconhecível Wawrinka surgiu em quadra. O suíço parecia estar com medo de vencer um rival machucado e que se arrastava do outro lado. O psicológico começou a jogar contra. Do outro lado, Rafael Nadal quase não tinha forças para se movimentar. Mudou a tática e em vez de buscar longas trocas de bola partia para winners. E a vitória que parecia ser questão de tempo ficava mais longe. Nadal, contra todos os prognósticos, venceu o terceiro set. Veio o quarto set e a história parecia que iria se repetir. Mas o suíço, com raiva e mesmo estando visivelmente desconcentrado, conseguiu vencer o duelo após 2h21min e conquistou o seu primeiro título de Grand Slam. Uma vitória estranha por 3 sets a 1, parciais de 6/3, 6/2, 3/6 e 6/3.
- Peço desculpas a todos vocês por terminar desta forma a final. Tentei de todas as maneiras e lutei muito para permanecer no jogo. Muito obrigado pelo apoio. Fico triste por não ter jogado no meu melhor - disse Rafael Nadal, sendo muito aplaudido pelo público. 
Rafael Nadal segue na liderança do ranking mundial, com uma vantagem ainda maior para Novak Djokovic. O espanhol, porém, perdeu a chance de se tornar o homem mais jovem a conquistar 14 Grand Slams. Ele também iria se igualar ao norte-americano Pete Sampras em número de títulos. Agora, em 18 finais de Grand Slams, Nadal venceu 13. 
Com a vitória, Stan Wawrinka vai pular para o terceiro lugar no ranking mundial nesta segunda-feira. E vai assumir a posição de número 1 da Suíça na ATP ultrapassando o compatriota Roger Federer, posto que ocupava desde janeiro de 2001.
Stan Wawrinka começou a partida com o serviço. E não sentiu a pressão. Com um jogo sólido e agressivo, o suíço dominou totalmente o espanhol. E não teve dificuldade para sair em vantagem. Rafael Nadal também conseguiu manter o saque em seguida e empatar a partida, mas já parecia incomodado com a tática do rival. 
Com um saque forte e consistente, Wawrinka deixava o espanhol fora de jogo. Enquanto Rafael Nadal buscava longas trocas de bolas, o suíço resolvia rapidamente os pontos com ataques de fundo de quadra e subidas à rede. E o principal, sem errar. 
Nadal se viu em uma situação diferente, em que o adversário não o deixava jogar. No quarto game, o espanhol não acertou o primeiro saque e Wawrinka se aproveitou. Sem receio de atacar, o suíço manteve o rival correndo atrás da bola no fundo da quadra. E conseguiu a quebra, abrindo 3 a 1. Era um início de jogo promissor para o suíço.
No game seguinte, Wawrinka mostrou que realmente estava em um dia iluminado. Com dois aces e bons voleios, o suíço confirmou rapidamente o serviço. Nadal parecia perdido em quadra diante da agressividade do rival. Com a vantagem de 5 a 3 e sacando para fechar o primeiro set, Wawrinka viu o espanhol ir para o tudo ou nada. Rafael Nadal conseguiu a incrível vantagem de três break points em 0/40. Mas na primeira chance de devolver a quebra, o espanhol jogou a bola na rede. Na segunda, forçou demais e a esquerda foi para fora. E na última, outra devolução de segundo saque para fora. Com isso, Wawrinka se recuperou no game. O suíço, então, acertou o primeiro serviço e conseguiu a vantagem. E, em seguida, com um ace fechou o game e ganhou o primeiro set por 6 a 3. Foi a primeira vez após 12 duelos contra Rafael Nadal que Wawrinka conseguia tirar um set do espanhol. E a confiança só aumentava.                                                                                                                        
 O segundo set começou perfeito para Wawrinka com uma quebra de saque logo no primeiro game. E não foi uma quebra qualquer. Foi jogando muito, sem deixar Nadal respirar em quadra. O suíço venceu todos os pontos atacando e encurralando o espanhol no fundo. Para completar, no game seguinte, Wawrinka simplesmente foi impecável. Com um saque potente, ele deixou Nadal perplexo do outro lado.
Com dificuldade, Nadal conseguiu manter o serviço no terceiro game, mas no último ponto o espanhol sentiu um problema físico nas costas. Pediu atendimento do fisioterapeuta e foi para o vestiário. Wawrinka ficou irritado com a atitude do rival. E reclamou muito com o árbitro. Queria saber o que o espanhol tinha. Desconfiava que a atitude seria para esfriar o jogo. A partida ficou interrompida por quase sete minutos. Nadal voltou para quadra vaiado pelos torcedores. Mas logo no primeiro ponto se percebeu que o espanhol realmente sofria com as dores. Mesmo assim, o suíço gritou acima do normal na comemoração, o que soou mais como um desabafo. Wawrinka confirmou o saque sem Nadal conseguir devolver uma bola e abriu 3 a 1.
Sem se movimentar muito em quadra, Rafael Nadal virou uma presa fácil para Wawrinka. Ainda mais com dificuldades para sacar. O primeiro serviço do espanhol não passava dos 130km/h. Sem ter nada com isso, o suíço quebrou rapidamente o saque do rival mais uma vez: 4 a 1. O suspense parecia ser se Nadal iria ou não abandonar a partida. O espanhol pediu um novo atendimento médico. E voltou para quadra entregue, sem ter forças para lutar muito pelos pontos. Wawrinka fechou o segundo set em 6 a 1.
O jogo parecia decidido para Wawrinka. Mas o suíço perdeu a concentração. A cada cara de dor de Nadal ficava a expectativa de que o espanhol jogaria a toalha e abandonaria a partida. Wawrinka demonstrava esperar por isso. Sem nada a perder, Rafael Nadal voltou com uma tática diferente para o terceiro set. Resolveu arriscar tudo e decidir rapidamente os pontos, sem alongar as trocas de bola. O espanhol foi para o tudo ou nada. 
Wawrinka estava ansioso. Queria que o jogo terminasse logo. Afinal, Nadal não tinha condições de jogar em alto nível. E passou a errar bolas fáceis. Pior, teve o saque quebrado. E Nadal, mesmo sofrendo com as dores, conseguia vencer os pontos. Ficou uma partida, no mínimo, estranha. Se movimentando pouco em quadra, Nadal procurava não trocar mais do que três bolas antes de buscar o winner. E Wawrinka não tentava fazer o espanhol correr e aceitava o jogo suicida do rival. Quando levava uma passada ou uma bola vencedora, queria responder no mesmo nível. E errava.  
O suíço começou a se irritar com o próprio jogo. E ficava nervoso com cada novo erro. Nadal percebeu a brecha. E se aproveitou. A única chance de ganhar seria entrar na cabeça de Wawrinka. Aos pontos, foi ganhando os games. Abriu 5 a 3 e sacava para fechar o improvável terceiro set. Em altos e baixos, o suíço conseguiu abrir 15/40, com duas chances de devolver a quebra. Mas em seguida errou as duas devoluções. Era a deixa para Nadal. que fechou o terceiro set mesmo jogando o tempo todo com um saque que não passava de 170km/h. 
No quarto set, Wawrinka começou mais tranquilo e forte mentalmente. E saiu na frente ao confirmar o serviço. O suíço passou a entender que era preciso fazer o espanhol sofrer com as dores correndo de um lado para o outro. E procurou ter paciência e trocar mais bolas. Wawrinka teve duas chances de quebrar o serviço de Rafael Nadal, mas aí teve uma recaída, ficou novamente ansioso e as devoluções foram parar na rede. E o espanhol sobrevivia: 1 a 1. 
Acompanhando a partida, o tenista brasileiro Bruno Soares comentou a situação curiosa que Wawrinka se encontrava enfrentando um adversário teoricamente longe das suas melhores condições físicas. 
- Não é fácil jogar assim, mas a intensidade de perna do Stan (Stanislas Wawrinka) caiu demais. Tem que tentar manter a energia alta e não pensar no que está acontecendo - escreveu.
Wawrinka conseguiu, enfim, quebrar o serviço de Rafael Nadal no sexto game do quarto set. Concentrado, fugiu das armadilhas do espanhol e, finalmente, teve a vantagem no placar. Com 4 a 2, o suíço só precisaria confirmar duas vezes o saque para conquistar o título. Mas o jogo estava meio imprevisível, meio maluco... E Wawrinka conseguiu errar tudo e mais um pouco no seu serviço. E Nadal devolveu a quebra vencendo todos os pontos.
 Mas o intervalo foi importante para o suíço respirar e perceber que ele estava perdendo para si mesmo. O suíço a cada ponto olhava para o técnico e apontava o dedo para a cabeça em um sinal que mostrava que ele sabia que o problema era psicológico. Mesmo cometendo erros não forçados, conseguiu uma nova quebra de saque. E depois sacou para a vitória! Alívio. A comemoração começou tímida. Mas logo depois foi ficando mais vibrante. Aos 28 anos, Stan Wawrinka conquistava o seu primeiro título de Grand Slam.
02
CAMPANHA DE STANISLAS WAWRINKA ATÉ O TÍTULO

Stanislas Wawrinka 1 x 0 Andrey Golubev (CAZ) - desistência
Stanislas Wawrinka 3 x 1 Alejandro Falla (COL)
Stanislas Wawrinka x Vasek Pospisil (CAN) - W.O
Stanislas Wawrinka 3 x 0 Tommy Robredo (ESP) - oitavas
Stanislas Wawrinka 3 x 2 Novak Djokovic (SER) - quartas
Stanislas Wawrinka 3 x 1 Tomas Berdych (CZE) - semifinal